Welcome to my blog :)

rss

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Casa comigo?

Casa comigo?
Te dou casa, comida e roupa lavada...
Casa comigo?
Te dou carinho, dengo e minha paixão...
Gozo, prazer e tapas.
O que você quiser tudo te darei, apenas quero em troca amar e ser amada, sem deixar de querer também o seu amor...
casa comigo?
Assim ficamos juntos...
Seu corpo sobre o meu, sua voz em meus ouvidos, minha imagem em teus olhos e a breve ilusão de que você é meu.
Casa comigo?
Quer saber? Não! Não casa, mudei de idéia, se casar vai tudo perder a graça.
A cortina de meus cabelos rodeavam nossos rostos.
O aroma de meu corpo lembrava-lhe dálias... Dálias brancas plantadas no outono de minhas montanhas quentes...
Vale, planície, oásis... A geografia de minha superfície transformava-lhe no descobridor de meus detalhes.
Durante a sua minuciosa expedição, o reflexo me fazia sentir uma ilha desconhecida, mas agora explorada - encontrada - por um poeta, o meu poeta...

Espera...

A garota espera, espera...
Espera garota!
Espera, quem sabe um dia ele vem...
Vem deitar em teu colo, se enlaçar em seus braços e te beijar também.
O tempo passa, passa o tempo sem passatempos e você fica a esperar.
Espera garota!!!
Sei que demora, que Ele demora, mas uma hora ele vai chegar.
Vai vir sentir o teu cheiro, beijar o teu beijo e quem sabe te amar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Às vezes me pergunto como é que faço para matar o meu amor...
Poderia afogá-lo num mar verde de ondas ferozes e espuma branca que o acariciasse a medida que ele morresse.
Mas parece que quem tá prestes a afogar-se sou eu...
perdida em meio a um oceano de incertezas, pássaros sobrevoam meus olhos trazendo-me notícias do amado que me abandonou. Fujo das lembranças e tento ocupar meus pensamentos encontrando bonecos de nuvem que me fazem lembrar do meu tempo de menina... Tempo bom aquele, não sabia ainda o que era amar e se suspeitava achava que era como nos contos de fadas, um príncipe e um castelo de felicidades.
Pena que não é assim... me apaixonei por um vento de outono que me leva a um castelo de espelhos, cheio de truques que me fazem perder em labirintos de dúvidas onde só encontro minha imagem desesperada...
Tô aqui agora... tentando fugir em um barquinho de papel na esperança de chegar em outro continente... Vou lançar garrafas ao mar com pedidos de socorro: Ei! Me ajuda a matar o meu amor.