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sábado, 26 de setembro de 2009

Cara nova!

Até que enfim o meu blog tá com a minha cara!
Não foi graças a mim, mas a minha amiga linda Gisa que me acordou no meio da noite e me deu esse presente.
Agora não tá mais azul, afinal ele tava por acaso.
Agora ele tá assim, do jeitinho que eu queria, do jeitinho que eu escrevo, deitada, na cama, pensando nas incoêrencias dos meus amores.
Agora ele tá mais eu do que nunca...
e com datas e sem o undefined insistente que tanto me incomodava.
Entre, acomode-se e deleite-se no meu novo cenário.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por causa de um pedido

Que intimidade é essa que surge de repente ultrapassando muralhas de nada?
Se antes havia infinitas convenções entre pessoas tão íntimas, hoje, não mais que de repente, agimos como "namorados", talvez.
Foi uma coisa tão boba, mas tão boba que muitos podem dizer que é uma situação normal entre amigos, mas não somos amigos. A última coisa que existe na nossa relação, se é que existe alguma coisa e se é que existe relação, é amizade.
Tudo isso pra mim é inesperado...
Foi surpresa, incoerência e falta de noção (dele claro), tudo de uma vez só.
Um simples pedido, que era pra ser um favor, beteu em mim como uma ordem: você pode comprar pra mim. Eu quero assim, assim e assado. O tamanho você sabe né?! O estilo daquele que eu gosto, mas confio no seu gosto. Desde já obrigado.
Pronto! Ponto. Hã?!?!???
Oi? Como assim????
É! Simples assim.
Mesmo depois de 5 anos somos estranhos, já disse isso em algum momento, mas essa intimidade dele para comigo mexeu com inúmeras concepções, interpretações ou sei lá o que que eu pensava de nós.
E desde quando existe nós?
Desde 5 anos atrás?
Desde a primeira vez que fizemos amor?
Desde a primeira vez que nos separamos?
Ou desde hoje?
Sei lá pow!!!!
Pára o mundo que eu quero descer, não tô entendendo mais nada... tá tudo meio assim... de cabeça pra baixo.
Passagem de ônibus para o interior - 11 reais.
Um cueca box preta - 20 reais.
Um presente de aniversário -  100 reais.
A minha cara de Amélia - Não tem preço!
Pois é.


Ah!!! E eu vou comprar o que ele me pediu, claro, óbvio e evidente, afinal, se Amélia que é mulher de verdade, viva as incoerências do amor!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Azul com demasia

Meus rabiscos estão demasiadamente azuis, não um azul celeste, como os dias de sol que começam a fazer, mas algo meio cinza, puxando para um esboço um tanto undefined/indefinido...
De repente sinto a necessidade de esquecê-lo. É como se agora viesse aquela oportunidade, aquela tão esperada oportunidade de me afastar dele.
Não lembro a última vez que nos falamos,
Não lembro a última vez que nos vimos,
Não lembro a última vez que nos amamos.
Como assim?
Como assim que minhas lembranças, como crianças medrosas, se escondem em armários sem me deixar pistas pra achá-las.
Tá tudo tão azul na minha vida que essa calmaria inescrutável destempera os meus dias fixando-os em obrigações acadêmicas.
Faz tempo que não ligo,
Faz tempo que não escrevo,
Faz tempo que não procuro...
e aquela ausência que enlouquecia meu coração passa a ser tão íntima que chega e se acomoda em algum cantinho de mim sem fazer grandes alardes passionais.
Escrevo e penso se há alguém que possa me dar o que ele me dá, ou não dá, sei lá depende do que eu quero. Mas na verdade, mesmo, nem sei o que quero, só sei que ele é fundamental.
Fundamental como?
Fundamental assim, meio wave, um amor inexplicável, feito de detalhes.
Se penso só no conjunto penso logo como é que amo esse cara?
Mas o todo despedaçado me fascina...
O cheiro, o cabelo, o beijo, os olhos...
A barba, a boca, a voz, as palavras...
Todos os detalhes, todas as partes desse homem são demasiadamente perfeitas para mim.
Então, como tirá-lo da minha vida?
É que a ausência tá tão ausente que involuntariamente se torna vazio.
Droga!!!
Eu não quero parar de te amar asim, de repente, andando no meio da rua e deixando o meu amor perdido em qualquer calçada suja.
Não quero um amor triste, não acredito num fim sem despedidas, não consigo entender o teu descaço.
Tento esquecer que te amo, mas sei que não posso.
Tento não dizer que te amo, mas meus esparadrapos estão caindo.
Tento, tento, tento
e vou vivendo assim, de tentativas e tentações, fazendo de meus dias azuis parte de minha vida "colorida",
e vou vivendo assim, em peças rodrigueanas de papéis escondidos que fogem de felicidades platônicas,
e vou vivendo assim . . . . . . . . . . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . . . sem você.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Novamente saudade

Vários momentos de minha vida são marcados por ausências que insistem em não se apagar.
Não adianta tentar colorir com lápis de cor, se me faltam as cores que são primárias à minha felicidade.
A tentativa de preencher o vazio é irrelevante perto da lembrança de certos olhos.
O vento passa e traz preso em si o perfume de uma pele amada...
O silêncio ecoa o riso que é recordado com ternura...
Mas de repente surge, novamente, um sentimento de falta que provoca medo.
Acabou?
Olho-o e vejo-o tão longe.
Sinto que não possuo mais a certeza de que vou viver a sua espera.
Esse silêncio cinza atordoa o meu amor... 
Cadê nossas vozes que não se entrelaçam?
Onde foram nossos corpos que transpiravam juntos?
Acabou?
Não! Não pode acabar...
Ainda há beijos a serem dados. Tenho tantos guardados em meus lábios.
Ainda há amor para ser feito. Meu corpo está repleto de um amor insaciável.
Ainda há poemas a serem escritos. Pela minha e pela tua mão, juntas.
Acabou?
Não. Por favor, diz que não!
Amo-te tanto meu amado que não consigo imaginar a minha vida sem a presença de tua ausência, sem a espera de um encontro, sem a possível sexta onde possámos matar a vontade de meu corpo no prazer do teu.
Acabou?
Não! Ainda não.
Pois apesar da distância, do tempo e da saudade sei que apenas começou.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

LEMBRANÇAS DE UMA SEXTA-FEIRA


Lembro, como se fosse ontem, talvez tenha sido, anteontem quem sabe, nossa primeira vez.
Foi meio assim, estranha, afinal estranhos éramos um para o outro.
A segunda foi melhor, o estranhamento menor e a intimidade aumentou.
Não lembro exatamente a terceira, nem a quarta, a quinta piorou, a sexta eu sei que era de tarde, de vez em quando, no quem sabe se a gente vai se ver.
Mas sei que depois da segunda, todas, terças, quartas, quintas foram tardes inacreditáveis, no entanto a sexta, mesmo depois do sábado, ainda era aquela feita para o amor.
Que pena, hoje as sextas se perderam...
Eu tenho aula, você dá aula e ficamos sem dia, e estamos sem tarde, há semanas incontáveis, nunca mais fizemos amor.
Que tal então  mudarmos o nosso calendário?

Rascunhos

Como são patéticas algunas cartas de amor do passado.
Reencontro-as dentro de velhos cadernos e leio sobre sentimentos que não acredito que senti, principalmente pelas pessoas a quem enderecei.
Essa mania de fazer rascunhos não me deixa esquecer o que escrevo para os outros... tá tudo lá, feito e refeito em várias páginas perdidas em vários lugares como se fosse uma forma inconsciente de reencontrá-las mais tarde - como agora - e relembrar esses sentimentos que passaram por meu coração.
Algumas coisas são tão bonitas que não acredito que fui eu que escrevi, senti e amei aquelas pessoas das quais nem me lembro o timbre da voz.
Pessoas que só me marcam por um instante e logo saem de dentro de mim para marcar as anotações de outras pessoas que também fazem rascunhos.