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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Esse fim de semana tentei me imaginar casada e vi ao redor de minha vida rodrigueana casos que me surpreenderam...
Me ver dentro de um futuro que não planejei, mas que planejam comigo, me fez pensar qual caminho quero seguir...
Propostas, pedidos, tentativas de conquistar a minha confiança perdida...
Casamento... Viver numa cidade pacata, ser dona de casa com uma "pequena" possibilidade de independência mas uma "grande" possibilidade de felicidade, marido bonito, rico e gostoso, filhos, casa e olhos a me vigiar...
Mas e os meus estudos? minha graduação, mestrado, doutorado e tudo o que planejei?
Ser sustentada pelo marido? Casa, comida (pra fazer) e roupa (pra lavar) ... ... Não foi bem isso que planejei pra mim e muito menos com uma pessoa como ele, na qual não confio, temos até uma história mas nosso tempo passou, essa história acabou...
Se ainda nos relacionamos é por puro desejo e não sentimento...
É bom parar de buscá-lo, de enganá-lo, de Me enganar achando que posso ser dele como já fui um dia e que agora ele é meu como nunca tinha sido...
Seria bom se o mundo não desse tantas voltas e se o passado não insistisse em voltar...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Até que enfim Ele leu meu texto... aquele primeiro que coloquei aqui...
Eu estava numa expectativa absurda a espera de sua resposta...
Demorou tanto, mas veio, como sempre, depois de séculos de esquecimento, quando eu já penso que já não vem mais...
Delicado, sensível, lindo...
Seus adjetivos para mim... Mas o que mais gostei foi quando Ele disse que era a Nossa cara...
A gente tem uma Cara?
Nãos sei... Mas gostei tanto desse "nossa" que me vi várias vezes ao dia , como agora quando escrevo, rindo pelo fato de nunca ter esperado a presença de um pronome tão significativo num texto Dele para mim...
Sempre teve o EU, o TU, MINHA, MEU, TUA, mas o NOSSA nunca...
Qual é a NOSSA cara?
Faz algum tempo que não choro...
Tempos que não choro sozinha...
A última vez na mesa do bar, ao lado de uma amiga, curando a dor de um amor inexistente...
Às vezes penso em mim ou pelo menos tento pensar, conversar comigo mesma, me ad-mirar... mas sempre tem tanta gente por perto, um vai e vem constante de pessoas, pedidos, família...
Os problemas se acumulam e tudo fica guardado aqui dentro...
Enquanto consolo os outros, busco um ombro que acolha minhas lágrimas, mas é tão difícil...
No último encontro- último não! O mais recente- Ele disse que seria o Meu cão das lágrimas, que lamberia cada gota que saísse dos meus olhos tristes... gotas doces...
Porque Ele faz isso?
Porque me deixar mais cega?
Já não consigo enxergar nada além Dele...

" Exclusividade "

Ele não é meu, mas dói vê-lo com outra...
Eu sou dele e tenho outros que Ele não vê...
Desde quando exclusividade é bom?
É um conceito tão dependente de definição...
Meu surto possessivo passou, pelo menos por enquanto...
De tanto excogitar prometi a mim mesma deixar de ser curiosa, bisbilhoteira da vida deles, dela...
Até agora tô conseguindo, mas até quando?
Nas últimas semana pensei Nele todos os dias; procurei insistentemente por sua presença; joguei-lhe a chave que Ele tanto pedia e ...
Novamente: Cadê Ele?
Pra variar: Sumiu!!!
Com certeza Ele faz isso de propósito, só pode, mas mesmo assim continuo a procurá-lo...
Meu conflito agonístico se resume a Ele/minha liberdade e a mim/meu destino...
Como alguém pode ser assim?
Esquecido como Ele?
Insistente como eu?
O mundo parou...
Fazia tempo que não sentia sua pele...
As faces unidas, o gosto macio da sua boca, o cheiro da sua barba, nossos olhos se olhando...
Um momento louco, um tanto mágico...
Nossos corpos precisavam se consumir, acabar com aquela distância milenar...
Nossa pele arrepiada queimava a cada aproximação...
Tava com saudades... do teu beijo, do teu cheiro, das minhas unhas...
Tinha sede... de você, do seu contato, nossa pele...
Porque não me dou?
Tenho um medo enorme de me entregar... de me trair, me decepcionar...
Queria dizer tanta coisa:
Tô com saudades; Senti ciúmes; Pensei que não te teria mais... Pela primeira vez quase te disse Te Amo...
Caramba!!!! Me sufoquei até o último momento pra não te dizer, não me permiti tanta entrega...
Queria te agarrar, te prender em meus braços, encher de dengos, de beijar até a morte... Te ter sozinha...
Mas a insegurança está em minha vida me policiando a cada pensamento...
Você tem chorado ultimamente?
Como Ele sabe???
Sou tão transparente assim?
Tudo foi intenso, fiquei tão à flor da pele, sensível, indecisa...
Depois de hoje não acretido que seja mentira...
Temos uma relação, mas preciso compreender o que sentimos...
O que você sente por mim?
Essa seria uma boa pergunta para fazer pra Ele, talvez seja dessa resposta que eu precise...
O que faço sem você?
Não sei...
Não consigo imaginar minha vida sem Ele?
Sem sua pele nas minhas unhas... Sem sua saliva em meus poros...

Sentimento de falta

A exclusividade acaba...
As demonstrações machucam...
Porque dói vê-lo com outra se sabia que Ele era livre?
Eles parecem íntimos... as fotos provam isso... uma intimidade que nós não temos/tínhamos...
Fotos de casais, mãos unidas uma sobre a outra, corpos unidos um sobre o outro...
Apaixonados?
Mas o que mais me dói é o poema... As palavras eram o meu tesouro, as pérolas do meu coração de ostra...
Senti um vazio, não era saudade, eu sentia falta daquilo que não tinha mais...
Falta da minha ilusão concretizada...
Como se perde algo que não se tem?
A confusão se espalha, tudo se mistura em cores, aromas, dores e desejos...
Sinto uma dor que eu mesma causei...
Plantei em meu jardim uma flor que julguei ser minha, na verdade É minha, mas sua beleza é de todas e não tenho com controlar suas admiradoras...
Penso, às vezes, em colocá-la dentro de uma redoma de vidro para que não sintam o seu cheiro, mas infelizmente não tenho esse poder...
Nessa relação não me cabe a posse, existe apenas o sentir...
Sentir sua presença inexistente e minha busca insistente...
Suas conquistas... minha curiosidade pueril...
Seus sumiços... minha falta...
Sentir sua alma tribalista e minha alma rodrigueana...

(21/09/2008)
Como é que eu vou conseguir viver sem Ele?
Porque não procurá-lo?
E a nossa relação? Mas que relação? Nós não temos compromisso...
Mas a relação existe, é nossa.
Porém Ele não é só meu... tem outra, outras a quem Ele diz o mesmo que me diz...
A mesma falat, a mesma inconstância, os mesmos olhos, talvez o mesmo beijo.
O poema Dele pra ela... o exibicionismo dela pra Ele... e eu expectadora...
Eu tava certa quando dizia que Ele acabava com minha lucidez... será que tudo foi ilusão? Mentita?
Eu me apaixonei, Eu o busquei, Eu o beijei, cherei, senti, amei... somente Eu.
Eu fui mais uma?
Será mesmo que era mentira?
Acabei de dizer que não vou procurá-lo, mas já penso em ligar, em ir lá... mas com que cara? Qual pretexto? Somente saudade?
Sinto saudades mas a decepção foi forte...
Eu podia sumir né?! Eu queria sumir, fugir, abstrair...
Nessa semana comprei um Saramago, mas tá escondido na gaveta... Saramago só me lembra Ele...
O que eu faço?
Sumo ou apareço?
Como vou viver sem Ele?
Escondendo minhas dores? Me auto-protegendo da sua recordação insistente?
Às vezes sinto seu cheiro pela rua, é tão bom... Acho que vou comprar um perfume pra mim...
Mas não é só do cheiro que sinto falta... nem da boca, nem do corpo... mas das palavras, das frases, das conversas intimistas...
É a sua voz que me dói perder...
Suas frases minhas quimeras...
Como é que eu vou conseguir viver sem Ele?

(18/09/2008)
Foi péssimo descobrir que Ele não é meu...
Eu sabia que Ele era de outras, já tive provas, mas eram certezas antigas, passadas...
Pra mim Eu era o presente... sentimentos recíprocos...
Mas Ele não é meu... Talvez também não seja dela... mas agora acho que tá com ela...
E Eu ?
Eu procuro, ligo, mando mensagem, rezas, promessas e macumbas pra que Ele retorne e nossos corpos voltem a se tocar depois dessa eterna separação...
Parece que Ele se foi...
Não liga, não responde, não vem acabar com meu desespero...
Acho que a outra tá acupando a minha sexta, acho que ela roubou meus e-mails... outro cheiro, que não é o meu, se mistura ao Dele...
Cadê a nossa relação?
Quando leio as declarações de suas "ninfas douradas" percebo como todas nós vivemos um filme repetido... Sinto-me peça de seu teatro, marionete do desejo que Ele pôs em mim... Mas gosto desse espetáculo, o roteiro me interessa, talvez também seja por isso que me defino Rodrigueana...
Digo a mim mesma pra desistir de tudo, deixar pra lá, procurar outro... mas não consigo, a necessidade de tê-lo volta ao meu corpo sem cheiro, aos meus ouvidos surdos e aos meus olhos cegos que buscam pela sua imagem...
O inesperado que Ele representa me traz satisfação... É como se Ele fosse aquele escuro do abismo. A gente olha e não sabe o que tem lá em baixo, mas mesmo assim se joga, se suicida sem explicação...
Destino infeliz...
Acaso ridículo...
Buscas vãs...
To com saudades...
Porque sempre sinto saudades?
Ultimamente penso muito nele... Quase sempre... o tempo todo...
Sei que ele me busca, pergunta, tenta descobrir algo de mim, mas então porque não liga?
Às vezes penso que meu telefone tá quebrado, nunca toca e quando toca eu não atendo, não vejo...
Que droga!!!
Sempre os perco, sempre fogem, às vezes me escondo, mas geralmente espero.
Quando vou vê-lo novamente?
Será que o tempo não passa?
Vou comprar um relógio novo...
O tic-tac tá insistente...
Vai e volta... volta e vai...
Vai e volta... volta e vai...
Porque não vai e fica?
Fica aqui, perto de mim, longe da distância, escondido da falta, com a cabeça no meu colo...
Juro te dar dengo, carinho, beijo, amor...
Juro te dar saudade...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Meu outono tá tão longo...
Onde tá a minha flor? Aquela, a mais rara, que tanto tempo passei cultivando...
Nuvens cinzas, tempo abafado, uma cama vazia, um coração que bate pausadamente a espera de uma companhia... a espera Dele...
Porque não o procuro? Cadê os e-mails?
To precisando de livros, há meses que não leio, que não me alimento de suas doces frases, suas amargas palavras que me trazem sentimentos humanos.
Antes era angústia, agora é agonia... um eterno conflito que me entorpece...
O que é Ele? Acaso, destino ou vontade?
Ele se auto-define como acaso, eu prefiro definir como vontade... louca necessidade de me libertar, de me aprisionar em seus braços e mergulhar nas trevas de sua caverna pra encontrar a luz da razão, da Minha razão...
O destino é injusto, aproxima-nos e afasta-nos em inconstantes encontros de almas, colisões de corpos livres, expontâneos...
Cadê você? Como sempre vivo a te procurar... a me encontrar na tua ausência... a me perder entre teus cabelos...
Às vezes penso em buscar por outro perfume, por outro sorriso, um novo timbre... mas acabo percebendo que não adianta, que por mais que eu fuja acabo sempre em teu colo, com nossos cabelos eninhados, sentindo teu cheiro em minha pele fraca e meu cheiro em tua pele eterna...
Volta... apenas por uma tarde, meio-dia, uma vida...
Cadê as emoções da minha vida?
De repente sumiram todos e restaram apenas lembranças, recordações mornas de momentos quentes.
Vasculho todos os lugares da minha mente, todos os labirintos do meu inconsciente...
Acho pouco: apenas algumas cartas, diferentes rostos, vários beijos, muitos livros, uma boneca...
São tantas lembranças, tantos dias, tão poucas noites, tanta coisa pra recordar...
A gente bem que podia escolher quando pensar nisso ou naquilo, mas minha inércia só me faz pensar nele... neles... naquelas músicas que me fazem fechar os olhos.
Preciso de uma injeção de vida; vida surreal como num quadro de Salvador Dalí; uma vida além do detalhe, além do charme... vida incomum além da imensidão desse lago em que nado.
Falta apenas a coragem de sair do lago, de me jogar no mar e me tornar sereia, me tornar mulher...
Mas dá tanta pena de abandonar a menina, ela é tão inocente, carente... Tenho medo de mandá-la embora...
Ei, moça! Me ajuda!
Quê que você acha: vermelho ou rosa? Talvez preto? Branco não! Não gosto...
Lembranças cruéis, saudades gostosas, a falta de agulma mão em meu rosto, de um colo pra sentar, de braços a me enlaçar me protegendo da insanidade desse mundo...
Falta de alguém... presente ou imaginário?... Alguém necessário! A mim e a ti que me lê,que vê meus pensamentos e busca sentido nos meus sentimentos...
To aprendendo a parar de buscar os significados das coisas, me complico tanto durante esse processo... Me resumo a sentir o mundo que me pertence, as cores são fortes mas a chuva tá deixando tudo cinza... tá frio...
Cadê ele pra me esquentar? Me dar um beijo no rosto e envolver meu corpo de forma amável...
Cadê ele que some? Que sumiu me deixando aqui sozinha?
Cadê eles que dizem me amar?
Cadê o amor daquele poema?
Cadê o poema daquele livro?
Cadê o livro daquela estante?
A estante daquele quarto?
O quarto daquela menina?
Cadê a menina?
Psiu!!!
Tá dentro daquela mulher, alí deitada na cama, segurando a caneta que escreveu essas páginas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sofá vazio

Porque você foi embora?
A gente tava tão bem, começávamos a nos entender...
Gosto tanto de você, seus olhos pequenos, seu jeito pregiçoso, sorriso altivo...
Cadê sua voz que não tá mais aqui?
O sofá tá vazio, só restou o lençol...
Os olhos dela estão mais tristes, sempre marejados... lagos verdes, melancólicos.
Os meus derramam agora lágrimas antes sufocadas por tua causa...
Tudo mudou! Só Deus sabe!
Quem diria, mas tô com saudades...
Saudades das brigas, dos abraços que me sufocavam, das suas músicas ridículas, de você dormindo no sofá...
Ah! O sofá... Era uma briga lembra?! Só pra deitar naquele sofá velho que sempre foi mais teu do que meu...
Ele continua aqui, te esperando, com o lençol encardido e a tv velha chiando...
Também continuamos aqui... Agora sozinhas, sentadas em teu sofá, assistindo à novela e esperando que o sábado chegue e você volte... Nosso menino... Nosso homem... Esperamos teu beijo e teu abraço para que o nosso sofrimento seja diminuído, acalmado...
Desculpa, o texto tá triste, um tanto apelativo, extremamente dramático, mas tava precisando ser escrito...
Forma poucos os momentos em que te disse " eu te amo ", mas você sabe que o que eu sinto por você é enorme... Meu único irmão, prolongamento da minha alma...
Te amo! Infinitamente te amo e te quero feliz... Apesar de tudo o que mais desejo em você é um sorriso, simples e doce, como todos que você distribui...
Ultimamnet as noites estão frias, seu calor está em outra casa, com estranhos...
Te cuida... Ajeita essa porcaria desse rosto cheio de espinha; limpa as unhas; cuidado com a hora; vê se lê um livro; não come tanto biscoito, põe remédio no nariz; lembra de lavar o cabelo direito,; não engorda, droga!
Volta logo, por favor!
Desencavei ele do sepulcro...
Esse fantasma antigo voltou pra me perturbar... Droga! Porque ele fez isso?
Eu tava tão bem nesse mundo dos vivos, a cada dia aprendendo uma maneira de compreender minha angst...
O desespero que minha droga me dava foi transferido para ele... Engraçado, mas essa situação me faz concluir que só existem dois personagens no meu romance.
O primeiro, em ordem cronológica, é aquele que estreou meu corpo... Por ele me apaixonei, me rendi aos seus beijos quentes, idealizei um relacionamento inexistente, confiei e me decepcionei... Mas ele me abandonou, me usou. Fiquei sozinha com meu sofrimento e minhas lágrimas infantis...
O segundo, porém o mais importante, é aquele que despiu minha alma... Por Esse fiz loucuras, o busquei nas profundezas do meu desespero... a Ele permiti (quase) tudo... de corpo e alma me entreguei ao vento de suas palavras e acabei aprisionada pelas algemas da sua literatura sobrevivendo da filosofia de seu corpo... Esse (ainda) não me decepcionou, às vezes some na loucura de sua vida, mas com o tempo volta ou então procuro...
São tão diferentes... Achei que o primeiro tinha sido apenas uma aventura pueril, mas depois de me atormentar fui invadida por suas lembranças, pela saudade de um corpo que já não existia...
Tô pensando nele o tempo todo e isso tá me deixando incomodada, espero que passe, já basta o desespero que o Outro me proporciona, mais um perturbando a minha mente eu não aguento; não dessa forma...
Porém sinto que o mais valioso é o segundo. Ele me vê além do reflexo do espelho, tem o poder de me hipnotizar com poemas e frases cheias de existencialismos.
O primeiro toda mulher tem, é do tipo cafajeste (im)previsível, que conquista pelo olhar sedutor;
Já o segundo é raro, conquista através das palavras, do olhar misterioso que transmite desespero e paz.
Exemplares diferentes, porém existentes, necessários...

(27/06/2008)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

" Amamos mais o desejo do que o ser desejado "

Deve ser esse o título de minha vida...
Digo que o amo, mas será que o amo?
Ou apenas amo o sentimento que Ele me proporciona?
É tão difícil de responder... Será que tem resposta?
Quando o procuro busco por Ele ou pela sensação de liberdade que Ele provoca em mim?
Quando o escrevo meu coração estremece, suas respostas são a adrenalina de meu corpo e é na espera por nossos encontros onde reside a minha angústia...
Qunado tô ao seu lado sinto insegurança...
Quando nos beijamos sinto desejo...
Quando Ele descansa o seu corpo sobre o meu sinto-me protegida...
quando me despeço sinto satisfação...
Procuro-o em busca do sentir ou de sentí-lo?
Não sei... Pra variar não sei...
Não sei se o amo ( se é que o amo ) por simples projeção ou se busco achar que o amo para não me ver tão insensível...
Quanto mais me questiono, mais percebo a minha insensatez, minhas dúvidas, meus medos...
Quando converso com Ele sinto que Ele me vê além da cortina que armo... mas será que realmente Ele me vê ou simplesmente aceito suas palavras como compensação poética para os meus dias?
" Há verdades que só contamos a um amigo; há verdades que nem ousamos contar a um amigo e há verdades que nem ousamos contar pra nós mesmos."
Escolhemos as verdades de nossas vidas, apenas aquelas que nos convêm,, mas nem sempre as nossas verdades são verdadeiras e acabam por nos deixar assim, como eu, indecisa...
infinitamente perdida!

(17/06/2008)
Não sei porque o procuro...
Talvez goste da sensação de aventura que Ele oferece à minha vida...
Hoje foi FODA!!!
Quando consigo me abrir, escrever algo que sentia, quando finalmente sinto que sou sincera... me ferrei...
Tudo programado, meu plano estava detalhadamente planejado...
Cadê Ele?
Me diz coisas lindas em um e-mail cheio de saudades... anseio para que a tarde chegue... ligo pra confirmar... ligo... ligo... ligo...
"Este número está desligado ou fora da área de cobertura"
nada... nada... nada...
Não acredito!!! Tanta palavra bonita pra nada.
Cadê Ele?
Não sei... novamente sumiu na loucura da sua vida...
Tô tão perto do nosso cantinho, arrisco indo lá?
É! Não custa nada, chegar de surpresa vai ser melhor...
Ando, pessoas, calor, angústia, chego, subo, coração acelerado, toco a campanhia, bato na porta uma, duas, três vezes...
Cadê Ele?
Não sei, não estava lá...
Eu sabia que isso não daria certo... Porquê o procuro?
Ele me disse que queria me ver, que tinha saudades.
Cadê Ele agora que estou aqui? Corpo pra ser despido, alma pra ser desvendada...
Cadê você que não te tenho?
A amargura de meus olhos precisam do seu colírio, a sede da minha boca precisa da sua saliva, o desejo do meu corpo precisa do pulsar do seu...
Droga!!! Cadê você?
Olho nos rostos, são tantas as pessoas do mundo, porquê?
Tá ficando dífícil, acho que estou completamente em suas mãos...
Ele é minha temperatura, altera meu estado físico de uma forma incompreensível, tudo muda na sua ausência, meu corpo reage à sua presença...
Cachorro!
Burra! Me deixo levar pelas minhas ilusões, minhas expectativas infantis e inconsequentes...
Talvez hoje me deixe sem procurá-lo por um tempo maior, a não ser, vamos ser realistas, que Ele me mande um e-mail daqueles, que me iluda como sempre e eu não consiga dizer não.

(13/06/2008)
Sinto saudades...
Uma lembrança me persegue, queria ligar, escutar sua voz, conversar...
Essa semana tem uma sexta, será que vai ser nossa? Todas as sextas serão nossas? ou serão cansativas tardes comuns?
Cadê você?
Te espero todos os dias... a ansiedade me pertuba...
Sumiste de novo? Claro, como sempre!
Volta!
Preciso novamente de você, da sua boca junto à minha, do seu cheiro misturado ao meu...
Juntos... momentaneamente juntos... eternamente entralaçados em minhas lembranças...
Recordo cada segundo das nossas tardes, vivas tardes dentro de uma realidade mórbida.

(03/06/2008)

Olhos tristes

Sempre achei meus olhos bonitos... não eram verdes como os da minha mãe, mas caramelizados da cor de mel.
Me olhava no espelho e via olhos sedutores, bem desenhados, que me passavam certezas desconhecidas, mas gostosas de se ter.
Já me falaram que tinha olhos de leoa e isso me fez pensar que poderia dominar minhas presas com o poder de meu olhar.
Sempre gostei de pensar que meus olhos eram assim, eles me davam a impressão de ser mais do que eu pensava ser... me davam a pretensão de achar que minhas presas seriam imobilizadas por um piscar de olhos.
Mas nem sempre a rainha tem o poder que julga ter...
Olhos tristes... foi o que me disse uma das minhas caçadas, a mais valiosa... Ele fechou meus olhos de leoa e disse que eram olhos tristes, olhos cobertos por uma melancolia de menina que exalavam medo e sofrimento.
Por incrível que pareça não doeu ouvir aquilo, na hora senti que até que enfim alguém me via, senti que pelo menos uma pessoa sentiu quem era a dona desses olhos... Olhos que buscam no outro um socorro... Ei! Me ajuda! Salva essa alma que tá aqui dentro!
Olhos tristes...
Isso é bom ou isso é ruim?
Isso é tu! Somente tu.
Seria bom se passássemos a interpretar os olhares que nos são lançados, assim conheceríamos melhor quem julgamos conhecer... talvez conseguíssemos conhecer cada pessoa como ela realmente é...
Assumi meus olhos tristes depois do que Ele falou e confesso que gostei... Não quero olhos que dominem as pessoas, quero olhos que mostrem a elas o que sou, ou pelo menos o que tento ser.

(23/05/2008)