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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Horóscopo


Algo que também ocorre muito neste ciclo envolve uma tendência a paixões súbitas, mas em geral tolas e totalmente baseadas em atração física. Caso você venha a se apaixonar por alguém neste período, convém ter prudência. Será que é paixão mesmo, ou simplesmente o clima certo associado a uma necessidade física? Em geral, "grandes amores" iniciados neste período tendem a arrefecer tão logo o ciclo passa. Aproveite o momento, portanto, sem necessariamente fomentar falsas expectativas. E não deixe de usar camisinha! Tendemos a cometer atos luxuriosos em excesso neste ciclo Marte-Vênus, e muitas vezes não nos damos conta do que estamos fazendo, pois o desejo fala mais alto...

Acretida que li isso num horóscopo na internet?
É cada uma que me aparece nessa vida que só me resta rir...
kkkkkkkkkkkkk

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Novo Amante

Os meus dedos guardam a lembrança de tua pele... cada poro, cada detalhe, boca, sobrancelhas...
A textura de cada milímetro seu está na palma de minhas mãos.
A memória de meu corpo ainda pulsa com o seu gosto.
Teu rosto de menino, teu sorriso cafajeste, teu sexo perfeito...
Lembra do calor que sentimos
Lembra do meu calor...
Ah querido! Que sentimento é esse que despertas em mim?
Quero-te como abrigo para um repouso...
Quero-te como o estopim de meu gozo...
Quero -te assim... Voluptuosamente carinhoso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

sem palavras



hoje eu to sentindo essa sensação...
como se chama?
não sei... na minha lógica de pensamento e linguagem nenhum dos dois atua no momento.
o que atua?
algo inexplicavelmente estranho...
o que foi aquilo?
como, em tão pouco tempo, algo assim pode acontecer?
fujo?
talvez... o medo convida à fuga...
mas estagnei-me aqui...
o abismo está sob meus pés... dizem que tenho que dançar, mas hoje não ouso tal fasanha
dizem que sambo alternativamente...
Mas hoje eu já não choro mais por esse caminho
minhas lágrimas conseguem percorrê-lo sozinhas
são autônomas
Por que fazes isso comigo?
não é essa a pergunta!
Por deixo que faças isso comigo?
Quero essa resposta.
Sacrifico-me?
Lanço-me?
Amo-o?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

BAR 75

Lembra aquele bar que ficamos pela primeira vez?
Ia te ligar para dizer que passei lá... sentei na mesma mesa, na mesma cadeira e tudo estava inacreditavelmente igual a não ser pela falta de sua presença na cadeira ao meu lado.
Faz três anos eu acho, não sei bem... lembro apenas de nossos jeitos desajeitados e de nosso beijo impetuoso que todos ao redor olhavam com olhos invejosos e repreendedores...
Será que ali foi o começo? Acho que não... o começo foi mais pro meio...
Mas dolorosamente, sentada nesta mesa, sinto que o fim já não está em minhas mãos... talvez deixei ele se perder por aí, longe do alcance de meus cuidados... o fim já não está em minha boca que anseia por beijos ditos necessários, nem em meus sinais que antes eram caminhos para um tal poeta solitário...
Talvez o fim esteja contigo...
Sentado em outro bar, com outra companhia e novos poemas.

A CHUVA

Gosto de chuvas inesperadas, dessas fortes, que caem pesadas e envolvem a noite num manto de água. Chuvas que molham o telhado e recobrem de frio tal corpo deitado...
No meio da noite a chuva aparece, acalenta meu sono e me deixa mais leve.
A noite dorme, meus olhos se abrem, o dia acorda com o cheiro de terra molhada...
Os últimos pingos vão

                           C
                             A
                               I
                                N
                                  D
                                    O

e a

chuuuuuuuuuuuuuuuuuuuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaa molha

cada

canto

do mundo enquanto estou sorrindo.





EU NÃO AGUENTO MAIS TANTA SAUDADE!!!



Então vem... volta aos meus braços e devolve-me o abraço que te dei antes de partir.

Vem... meu corpo, pobre isca de conquistas, anda sem perfume por não mais esbarrar no teu.
Vem... o calor ínsita a novos beijos, convida a certos desejos que devemos compartilhar.
Minha cama anda arrumada, meus livros na estante e a caneta descansa sobre folhas rabiscadas que negas o ínfimo ato de ler.
Certo... é muito grande a saudade que sinto, são muitas as folhas que joguei no lixo, mas ainda resisto à distância e apesar da saudade ainda durmo lendo os versos amados que um dia recebi de tuas mãos.

Só queria



Queria poder te dizer adeus, não volte mais, pois nossos beijos já não são necessários, nossos abraços já se foram e nossa saudade deixou de ser falta para lançar-se a uma escala preta e branca repleta de incoerentes ausências.

Até ontem, a cada dia que se passava eu te amava progressivamente, mas hoje os dias passam e o amor estagnou. A minha necessidade de te ver deixa de ser a razão de meus sorrisos.
Isso não quer dizer que o amor está diminuindo. Não! Mas apenas que ele vai de inexorável querer à uma lembrança convenientemente acomodada em algum canto de mim... mas apesar de estar confortável, ainda não consigo te dizer adeus.
Então fico aqui em meio a estás rosas que não exalam o teu perfume e busco em tais pétalas o calor de novos verões para colorir as escalas de meus dias sem ti.

Afago




Sinta falta daquele carinho em meus cabelos...


O afago de teus dedos em minha pele e os singelos beijos em meu rosto são lembranças que surgem em certas sextas-feiras.

Hoje é sexta e não sinto saudade de tua voz, nem de teu beijo, muito menos do teu sexo. Sinto apenas saudade do afago que fazias em mim no momento em que eu descansava em teus braços

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Até...

Vai... Permito-te agora afastar-se de mim... se é que isto se faz com minha permisão.
Vai... Meu coração já não sente o teu... talvez os batimentos tenham diminuído.
Tiro-te de minha vida, mas antes peço licença, por favor não usa mais aquela camisa, por favor não me abarace mais com desejo e não me olhe com desprezo.
Agora a história acabou...
Confesso que tá doendo, mas é necessário tal dor, tal saudade e tais lágrimas que não mais caem, pois já se acostumaram com a solidão desses lençóis desarrumados.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cruze...

                                                                   S ...

                                                               O

                                                           M

                                                        S

                                                    A
                                                   
                                                G
                   P                R
D  E  S  E  J  O

E        M     U     L    O

S                    A     E    V    

E                                       E     

N                                         N      

H                                              S   

O   
                                                   

                                                              



domingo, 10 de janeiro de 2010

Orgia de Palavras

O caderno há tempos não recebia novas frases e as folhas vazias de repente se enchiam de palavras ocas que tudo diziam, mas sem nada de importante para significar.
Em meio as suas conjecturas amorosas e todos os sofrimentos eventuais por causa de supostas saudades insuportáveis ela, enfim, conseguiu aceitar a ideia de que ele não sabia amá-la e isso não era sua culpa.
Mas apesar de tal conclusão, ver aquele infame era uma necessidade para sua vontade e vivendo dentro de um melodrama mexicano de quinta categoria a dúvida agora era se ligava ou não.
Como ligar e dizer que está com saudade? Com que voz dizer que o ama?
Não. Ligar não dá... pelo menos não nessa condição deprimente de amante duvidosa do que dizer ao querido amor ausente.
Palavras são melhores escritas do que faladas... talvez por se eternizarem em tais letras inventadas adquiram
um poder maior do que aquela frase dita e daqui a pouco esquecida.
Às vezes você fala e o outro não te escuta, não tem a sensibilidade suficiente de entender o que se acabou de falar... sentimentos transcritos podem ser relidos e interpretados de diversas formas pensáveis. Num texto você não gagueja, sua voz não treme e pensando assim ela tentou mandar um e-mail.
E-mail... coisa fria e anti-romântica... mas um recurso.
Como começar?

Te ver é uma necessidade
Frase de música?
Não!!!
Querido, quero esse fim de semana enroscar meus cabelos em teus braços...

Aí! Que meloso!!! Não, não, não... quem sabe talvez um

Amor, sinto falta de teus beijos, que tal matarmos a saudade de nossos corpos vorazes em uma linda noite de amor?


Hum... Talvez ele não mereça tanto romantismo... mas porque mesmo manda-se um e-mail? Nesse caso como um convite... Pra quê convidá-lo se ele não a ama?
Não. Dane-se o amor escrito que sente-se sozinho... Danem-se as frases de amor sinceras que todos julgam exageradas... Dane-se o mundo, que surdo não ouve os lamentos de um coração infante que brinca de
amarelinha numa rua de estranhos.
Palavras. Para quê palavras se com um olhar podemos estabelecer uma comunicação para lá de existencial?Para quê olhares se as peles exalam frases animalescas de sentimentos exacerbados?
e-mail... um e-mail com:



Meu Arlequim selvagem
Que tal um encontro nada ao acaso, para que nossos corpos se deliciem um ao outro sobre lençóis suados de prazer?
Um beijo osculante da sua concubina amante.


Para quê palavras que escandalosamente propõem uma farra para corpos des/conhecidos? E-mail. Para quê um e-mail se na verdade quer-se ouvir vozes? Por melhor que seja reler recados, o timbre sempre supera e o fato das faltas constantes de sons causa danos psico/sócio/antropo/filosóficos segundo o ministério dos amantes.
Por favor Pierròt ame essa Colombina S'il vous plaît chers Desepero em não te ter Ele não tem culpa mas ele não sabe me amar Te ver é uma necessidade Como um tango... vermelho em movimento...Com cheiro de volúpia... Quero um fim de semana para enroscar o meu cabelo em teus braços Um beijo de surpresa no carro Uma carona despretensiosa Uma música intencional O meu corpo foi marcado pelo seu Não volte com aquele ar de desculpas que me fazem te perdoar, tenha coragem, assuma não mais me amar Não venha com aquele carinho carinhoso, aquele olhar terno e aquele sexo perfeito Quero verdade e não ilusões de um sentimento que inventamos juntos Esta ternura y estas manos libres A culpa também é sua... não me apaixonei sozinha Você também me apaixonou por você. Quero projetos versiculares Não quero blusas como presente A mala está arrumada... talvez você viaje e me deixe aqui, sozinha com uma enorme de saudade... acompanhada por um vazio... pela réstia de tua lembrança... de teu sorriso amarelo que brilhou na minha vida como um sol que invade a escuridão Não quero um destino escrito, não quero acasos pretensiosos Quero coincidências...O futuro não existe, quando ele chega já deixa de ser futuro e passa a ser presente ¿a quién darlas bajo el viento ? O amanhã é sempre hoje depois que chega O tempo passa sem que percebamos e quando percebemos nos assustamos com essas rugas no canto dos olhos. Tenho medo da distancia mas vivo que nem louca dentro de seu território A miragem que vejo assombra a vida que vivo...Não quero perder teu sorriso... não posso imaginar minhas manhãs sem teus pequenos olhos a me olhar e puxar meus cabelos com um carinho despercebido.Saudade de um tempo que ainda não passou O que me interessa? Mira, no pido mucho, solamente tu mano, tenerla como un sapito que duerme así contento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dislate

Há absurdos palpáveis como uma foto rasgada por raiva ou o telefone que não toca durante o tempo que lhe foi permitido tocar. Mas, nesse caso, o absurdo não é apenas o fato do toque, mas sim o tempo que se demora nessa espera tola. Esse tempo é palpável?

Esse tempo, lento e insosso, está hoje, amanhã e hoje de novo e logo isso se torna uma vida demasiadamente branca pela saudade de mãos inexplicavelmente carinhosas.

“- O absurdo é que não pareça absurdo – disse sibilinamente Oliveira – o absurdo é você sair de manhã e encontrar a garrafa de leite na porta do seu apartamento, ficando muito tranqüilo porque ontem aconteceu o mesmo e amanhã voltará a acontecer. É este estancamento, esse assim seja, esta suspeitosa ausência de exceções. Eu não sei, meu amigo, mas seria preciso procurar outro caminho.”

(Córtazar. Jogo da amarelinha, p.199)