Meu outono tá tão longo...
Onde tá a minha flor? Aquela, a mais rara, que tanto tempo passei cultivando...
Nuvens cinzas, tempo abafado, uma cama vazia, um coração que bate pausadamente a espera de uma companhia... a espera Dele...
Porque não o procuro? Cadê os e-mails?
To precisando de livros, há meses que não leio, que não me alimento de suas doces frases, suas amargas palavras que me trazem sentimentos humanos.
Antes era angústia, agora é agonia... um eterno conflito que me entorpece...
O que é Ele? Acaso, destino ou vontade?
Ele se auto-define como acaso, eu prefiro definir como vontade... louca necessidade de me libertar, de me aprisionar em seus braços e mergulhar nas trevas de sua caverna pra encontrar a luz da razão, da Minha razão...
O destino é injusto, aproxima-nos e afasta-nos em inconstantes encontros de almas, colisões de corpos livres, expontâneos...
Cadê você? Como sempre vivo a te procurar... a me encontrar na tua ausência... a me perder entre teus cabelos...
Às vezes penso em buscar por outro perfume, por outro sorriso, um novo timbre... mas acabo percebendo que não adianta, que por mais que eu fuja acabo sempre em teu colo, com nossos cabelos eninhados, sentindo teu cheiro em minha pele fraca e meu cheiro em tua pele eterna...
Volta... apenas por uma tarde, meio-dia, uma vida...
Palpitações
Há 9 anos

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