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terça-feira, 8 de setembro de 2009

LEMBRANÇAS DE UMA SEXTA-FEIRA


Lembro, como se fosse ontem, talvez tenha sido, anteontem quem sabe, nossa primeira vez.
Foi meio assim, estranha, afinal estranhos éramos um para o outro.
A segunda foi melhor, o estranhamento menor e a intimidade aumentou.
Não lembro exatamente a terceira, nem a quarta, a quinta piorou, a sexta eu sei que era de tarde, de vez em quando, no quem sabe se a gente vai se ver.
Mas sei que depois da segunda, todas, terças, quartas, quintas foram tardes inacreditáveis, no entanto a sexta, mesmo depois do sábado, ainda era aquela feita para o amor.
Que pena, hoje as sextas se perderam...
Eu tenho aula, você dá aula e ficamos sem dia, e estamos sem tarde, há semanas incontáveis, nunca mais fizemos amor.
Que tal então  mudarmos o nosso calendário?

Rascunhos

Como são patéticas algunas cartas de amor do passado.
Reencontro-as dentro de velhos cadernos e leio sobre sentimentos que não acredito que senti, principalmente pelas pessoas a quem enderecei.
Essa mania de fazer rascunhos não me deixa esquecer o que escrevo para os outros... tá tudo lá, feito e refeito em várias páginas perdidas em vários lugares como se fosse uma forma inconsciente de reencontrá-las mais tarde - como agora - e relembrar esses sentimentos que passaram por meu coração.
Algumas coisas são tão bonitas que não acredito que fui eu que escrevi, senti e amei aquelas pessoas das quais nem me lembro o timbre da voz.
Pessoas que só me marcam por um instante e logo saem de dentro de mim para marcar as anotações de outras pessoas que também fazem rascunhos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Me explicando

Agora é tudo azul...
A cor é por acaso, não coloquei o template que queria e esse me apareceu do nada... então que se estabeleça por completo.
Mas vieram alguns erros:
esse undefined undefined que insiste em aparecer no início dos meus textos não fui eu quem coloquei... surgiu do nada como o azul
e se é pra ficar indefinida, também minhas datas vão ficar no momento, por que não sei como colocá-las.
agora indefinida por completo!
(rsrsrsrsr)
=)

Por acaso...

Por acaso achei esse texto de Jabor no blog dele e não resisti em copiá-lo para o meu, afinal, com seus conceitos rodrigueanos, ele melhor do que ninguém pra falar da mulher...

O mundo de hoje é travesti

Está rolando na internet um texto ridículo sobre "mulheres" atribuído a mim.

Sou uma besta, todos o sabem; mas, não chego a esse relincho lamentável do asno que o escreveu. Diz coisas como: "A mulher tem um cheirinho gostoso, elas sempre encontram um lugarzinho em nosso ombro." Uma bosta, atribuída a mim. Toda hora um idiota me copia e joga na rede. Por isso, vou falar um pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura mais fluida que as percorre.

Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro.

Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. Elas querem ser vestidas pelo amor. O amor para elas é um lugar onde se sentem seguras, protegidas.

O termômetro das mulheres é: "Estou sendo amada ou não? Esse bocejo, seu rosto entediado... será que ele me ama ainda?" A mulher não acredita em nosso amor. Quando tem certeza dele, pára de nos amar. A mulher precisa do homem impalpável, impossível. As mulheres têm uma queda pelo canalha. O canalha é mais amado que o bonzinho. Ela sofre com o canalha, mas isso a justifica e engrandece, pois ela tem uma missão amorosa: quer que o homem a entenda, mas isso está fora de nosso alcance. A mulher pensa por metáforas.

O homem por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico sem fim, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um "ponto g" da alma.

Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não merece ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. Nada mais terrível que a mulher que cessa de te amar. Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada.

Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem. Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada ganha ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado.

A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim. Como no homossexualismo: a lésbica não é viado.

A mulher é poesia. O homem é prosa. Isso não quer dizer que a mulher seja do bem e o homem do mal. Não. Muita vez, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata. A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo "me come todinha". Falam isso no motel, para nos animar. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens. A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. Ela não sabe quem é. Mas elas também não querem ser opacas, obscuras. Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. As mulheres não sabem o que querem; o homem acha que sabe.

O masculino é certo; o feminino é insolúvel. O homem é espiritual e a mulher é corporal. A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa "plenitude" seja um "living" bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí , dança...

A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. Ela é mais profunda que nós. Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. A vida e a morte saem de seu ventre. Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora, com o pauzinho inerme. Ela tem algo de essencial, tem algo a ver com as galáxias. Nós somos um apêndice.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade passiva, expectante e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. Alguns dizem que os homens erigiram seus poderes e instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher.

As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. Carregam o fardo da dor histórica e social, por serem mais sensíveis e mais fracas. Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte com obsessões bélicas, financeiras ou políticas. As mulheres agüentam firmes a dor incompreendida. O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. Mas não é o mundo delicado, romântico e fértil da mulher; é um mundo feminino comandado por homens boçais. Talvez seja melhor dizer um mundo travesti. O mundo hoje é travesti.

Arnaldo Jabor

Aviso

Fico feliz quando minhas palavras transmitem sentimentos, mas nem todos os textos aqui postados têm destinatários diretos.
Alguns são para algumas pessoas em ocasiões especiais, os outros ( a maioria, na verdade )são sobre mim e meus amores ausentes.
Não posso negar que todas as frases têm dono, claro que uma ou outra é ao acaso e que algumas nem minhas são, mas nenhuma é em vão e como Quintana sugeriu, aprendi a usar dedicatórias para marcar o sentimento do que escrevo e é a partir delas que expresso os donos de meus carinhos escritos.
Se se encontram em minhas palavras fico feliz, agradecida e orgulhosa... mas saibam que quando elas vêm desacompanhadas de dedicatórias é porque são minhas e não para ninguém além de dois.
Se algo que escrevo sobre mim se encaixa na vida de alguém não sei até que ponto essa sensibilidade é minha ou do outro, mas independente de quem seja não quero machucar ninguém com frases que escrevi sobre mim mesma, afinal se meus textos são tão claros porque interpretações distorcidas de algo tão evidente?
Não tenho a pretensão de falar de ninguém, mal consigo falar de mim... mas às vezes algumas inspirações surgem sem querer e acabo dedicando certas palavras a alguns amigos.
Pra quê tudo isso?
ÂH???
Pra dizer que falo de mim e não de você e me doeu imaginar que passou pela sua cabeça que eu estava "cansada" de tua história e não aguentava te escutar. Mas a vida é rodrigueana e esses acasos acabam acontecendo sem devidas explicações. Não quis te dizer o que você achou que era pra você, aquilo era apenas um desabafo particular. Desculpa se te machuquei com palavfras que não eram pra vcoê.

Vontade I / Puro impulso

No fundo somos incompatíveis, mas o que fazer se não consigo te ver somente com olhos? também minhas mãos precisam perceber os detalhes de meu desejo.


+

Locais proibidos excitam a emoção do encontro.
O beijo apressado, o carinho sem tempo e um amor inacabado envolto pela luxúria de dois corpos carentes de amor.


+

Receber um "te adoro" com gostinho de "te amo" também faz bem ao ego.
Traz um sabor doce de satisfação. Exótico que nem Damasco... gostoso e estranho.


=

Agora junte tudo e imagine duas horas de prazer!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Una carta de amor


Una carta de amor
Todo lo que de vos quisiera
es tan poco en el fondo
porque en el fondo es todo

como un perro que pasa, una colina,
esas cosas de nada, cotidianas,
espiga y cabellera y dos terrones,
el olor de tu cuerpo,
lo que decís de cualquier cosa,
conmigo o contra mía,

todo eso es tan poco
yo lo quiero de vos porque te quiero.

Que mires más allá de mí,
que me ames con violenta prescindencia
del mañana, que el grito
de tu entrega se estrelle
en la cara de un jefe de oficina,

y que el placer que juntos inventamos
sea otro signo de la libertad.

Júlio Cortázar

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

RECADO I

Sinto falta de alguns carinhos escritos, que antes me chegavam de surpresa.
Nunca mais vi você.
Nunca mais li seu beijo e essa ausência ortográfica me faz querer-te ver em palavras, como aquelas que tenho guardadas no passado.
A saudade de teu corpo é ampliada pela falta de teus textos, afinal, antes de te amar, amei os recados que fizestes para me conquistar.
Preciso de palavras que me afaguem como quando tua mão acaricia o meu rosto.
Preciso de palavras que me suguem como quando tua boca toca minha pele.
Preciso de palavras sem tempo como quando o tempo some por cima de nossos corpos.
Preciso de você para sentir-me sem palavras, sem fôlego, pois além de amar-te verbalmente, é a presença de teu cheiro que mais me comove.
Escreva logo, eu preciso, saudades.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meu carinho para os ursinhos


As aulas recomeçam...
Ai que saco!!!
Minha cama tava tão gostosa, mas me levantei a contragosto.
Banho gelado, café quente e nenhum pingo de coragem para enfrentar um ônibus lotado.
Passos displicentes, fone no ouvido e de repente uma chuva inesperada.
Ninguém merece...
Fico meia molhada e toda chateada, até que no céu, cinza, todo desbotado pela água, vejo um arco-íris.
Tá... é infantil e meio clichê, mas acho um arco-íris uma coisa encantadora.
Bem que podia mesmo ter um pote de ouro no fim dele né?! Com certeza eu iria buscá-lo.
Arco-íris me lembra os ursinhos carinhosos...
Assisti àquilo durante toda a minha vida, tinha até os bichinhos, eram tão lindos, mas só me lembro o nome de um: Coração.
Hoje não passam mais os ursinhos carinhosos na TV, com certeza Clarinha iria gostar, vou então procurar o DVD, assim ela conhece e eu relembro o nome dos outros.
Ah! e as aulas?
Quero férias!!!


OBS. A imagem, coloco para agradecer o comentário... Não esperava as letras dessa moça que me ler escondida e que só comenta o que gosta pessoalmente, mas agora vem a distância e quero teus comentários mesmo que escritos...

ÃH?!!!

Alguém roubou a minha voz.
Em certos momentos o meu silencio é tão grande que cansa escutar os outros.
Eu grito silenciosamente, talvez por isso ninguém me ouça, ou quando alguém ouve olha de lado e pergunta: Quem é essa louca?
Ãh?! Louca, eu?! Quem me dera...
Minha insanidade é tão sensata que sei exatamente o porque de todos os meus atos.
Faço porque quero.
Faço como quero.
E me incomodam algumas opniões que não foram pedidas.
Palpites e "eu acho's" nem sempre são importantes para mim, mesmo quando são de amigos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Às vezes duas horas de prazer valem mais que uma noite de amor.
Como posso expressar um suspiro?
... ... ... ...
Quem sabe no meio das minhas costumeiras reticências meu suspiro de satisfação apareça. Expresso assim, talvez, também ele expresse o vazio dessa "satisfação".
Não consegui o que queria, mas tive parte do meu desejo saciado e volto , novamente, para o antes, permanecendo nesse estúpido perigo como uma mosca embriagada de veneno.
Não ouso me questionar se valem a pena esses meus caprichos pueris - ultimamente meu nome tá sendo capricho - mas quando reforço-os com essa impulsividade descarada que tenho, me torno cada vez mais decidida a não deixar as coisas passarem sem roubar-lhes um pouco de suas essências.
Se não vejo resultados mudando meus cabelos, permito-me agora mudar de ideia e transformo alguns sentimentos profundos em puros pedaços do meu querer, para, quem sabe, mascarar de mim mesma possíveis sofrimentos.
Têm pessoas que não valem a pena serem amadas, apenas saboreadas em pequenos espaços de tempo, com em duas horas por exemplo.
Reduzo assim o meu amor a um amado e deixo-o guardado em minha caixinha vermelha até que eu melhore desses machucados de ontem e retorne a procurá-lo disposta a sofrer apenas por ele, afinal, apesar de todos, é ele quem amo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O que você faria?

Pensei em te reconquistar de um jeito que sempre sonhou.
Lembra do sobretudo?
Aquele que te deixava louco?
Pois é...
Pensei em usá-lo pra você.
Como?
Assim... imagina só...
Você de noite, sozinho em casa e eu te ligo pedindo pra conversar.
Eu sei que tu iria pensar logo que seria outra DR, que dessa vez, talvez, eu falasse dessas outras, mas que mesmo se fosse pra isso você iria me esperar para escutar todas as minhas besteiras.
Mas vai dizer que não iria ficar ansioso me esperando?
Deitado no sofá, imaginando qual seria a reclamação da vez?
A companhia toca e você pensaria aliviado - Ela chegou - e iria "normalmente" abrir a porta para mim e eu estaria ali, com o meu sobretudo rosa, de meias pretas e maquiada e antes que pensasse alguma coisa eu abriria o sobretudo e te mostraria aquela langerie que você sempre me pediu... preta, de renda... com aquele perfume que você adora... doce... e te diria simplesmente: volta pra mim.
E aí?
O que você faria?
Não sei e é justamente por não saber que me questiono se devo ou não fazer.
Não tenho coragem para todo esse teatro, você sabe, tenho vergonha, mesmo depois de 3anos tenho vergonha.
De quê?
Sei lá...
E se for vulgar?
E se você de falar um Não?
E se se rir na minha cara?
E se só voltar pra mim por essa noite?
E se.. e se.. e se...
Os "SEs" só aumentam o meu medo de te buscar.
De repente estendo a mão e vejo que você não tá mais tão perto como antes e isso dói, pois apesar de tudo - brigas, besteiras e lágrimas - EU TE AMO.
(...)



Tá! Não sei mais como continuar.
talvez você posa me ajudar, afinal a história é sua, só a ideia é minha.
Penso que um recomeço inusitado poderia iniciar um capítulo interessante.
Custa tentar? Acho que não.
E então, o que VOCÊ vai fazer?
Independente da sua escolha, saiba que eu estou aqui, como sempre.