Eu, que tanto te amei. Que tanta prova te dei desse sentimento que me corroeu.
Eu, que te perdoei, mesmo depois de ter chorado pelas feridas que abristes em meu coração.
Eu, que me adaptei ao teu carinho temperamental, ao teu jeito animal e à indiferença de tuas mãos.
Agora vejo a fotocópia de uma lembrança, o silêncio está sem ondas e esse nada ao qual me lançaste rouba-me o descanso que eu queria dar ao meu sofrido coração.
Talvez teus olhos tenham se desencantado comigo e o que restou foi apenas esmolas de um prazer apaixonadamente indiferente.
Tiraste-me algo irrecuperável e amaste-me pouco demais.
Covarde.
Medroso.
Canalha.
Ingrato.
Eu, sozinha, agora estou aqui a chorar por não te ter mais longe de mim.
Palpitações
Há 9 anos
