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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Cem anos de solidão" foi o livro mais longo que já li...
Cada página é como se fosse meia-vida de tempo posto em capítulos solitários.
Li e senti a solidão de cada personagem invadir a minha própria solidão.
frases que me levaram a pensar que muitas vezes vivemos vidas repetidas, círculos concêntricos de passados que retornam em futuros.
A cada página uma exaustão tomava conta de meus olhos chorosos que não me permitiam fechar a capa e me deixar sozinha...
São tantas história, poucos nomes, mas tantos sentimentos...
Solidões com-partilhadas...
Amores extenuantes...
Resignações...
Tocante, sensível, lindo! Com certeza um dos livros mais lindos que já li.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Hoje to me sentindo tão só...
Bateu uma tristeza, uma vontade de chorar...
Sinto um cansaço; físico, mental e espiritual.
Minhas pálpebras pesam, pedem para ser fechadas, para que meus olhos assim não vejam as faltas ao meu redor.
Porque sinto tanta falta do que não tenho?
Como faço para me libertar das lembranças que dominam o meu pensamento?
Meus dias estão vazios, mas queria que fossem ainda mais. Queria pelo menos um dia sem recordações, sem expectativas, sozinha, escutando Like a stone e chorando até que tudo se apagasse e eu pudesse (re)começar - creativo ex-nihilo - criar do nada.
Preciso me avaliar auto-antropologicamente em busca de respostas/emoções mais concretas, tentar talvez compreender o que sinto.
Relendo García Márquez me lembro de uma frase que li no meu primeiro encontro com ele:
"Sentiu-se mais triste, mais só que nunca na solidão eterna deste mundo sem você..."
Me sinto assim, na "solidão irreparável das primeiras sombras de outro sábado efêmero, de outra noite sem ele..."
Sinto uma dor que percorre minha alma e me rouba os pensamentos me deixando na angústia da falta Dele...
Porque? Não sei.
Resumindo só sei que preciso ri.

domingo, 16 de novembro de 2008

O maior bem

Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.

Mesmo a beijar-me a tua boca mente…
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!…

Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo,

Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?

(Florbela Espanca)


Ele me apresentou ela e ela me faz o tempo todo me lembrar Dele.

sábado, 8 de novembro de 2008

Porque minhas lembranças não são cinzas?
Sempre que retornam aparecem com cores fortes...
Se reproduzem tão realmente que não me deixam esquecer cheiros, superfícies e nomes.
Quero outro dia / outro amor...
Me faltam sentimentos concretos...
Me falta Ele...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eu preciso sair pra dançar...
Preciso de férias... meditar... apagar a minha mente, meus e-mails...
Quem sabe me tornar uma assassina do meu amor?!
Preciso passar um dia sem ter o que fazer.
Voltar a ler sem obrigação, retomar o prazer nas coisas que me cercam.
Meus prazeres estão fugazes...
Minha mente tá cheia de sensações antigas...
Meu corpo cansado pede amparo... Carinho... necessito de carinho...
Queria voltar a viver sozinha.
Eu _ minha vida _ meus livros _ minhas músicas _ meus sentimentos...
Tô pensando muito nos outros, cadê a minha individualidade?
As crises estão longas...
Tô cada vez mais existencialita... tenho uma vida surrealista, frases românticas...
Mas queria tanto alcançar o abstracionismo das minhas lembranças.

Corrigindo o texto anterior...

Isso sempre acontece...
Liga, marca, ilude e ... some... de novo...
Espero, espero, espero... com minha ânsia no peito e aflição em meu rosto passo a vida esperando por Ele...
Porque isso acontece?
Por mais que eu tente não pensar Nele e me convença de que Ele não vem eu não consigo não me enganar com uma mísera possibilidade de que algo mude...
Toda essa situação me faz pensar que é horrível amar... Meu amor tem mais angústias do que alegrias...
É triste você sofrer de saudades por um, dois, três meses pra ter apenas um pedaço do dia para viver, sentir, ouvir o amor...
Às vezes me irrito com tudo isso... Tudo tá cada vez mais complexo...
Tudo tá começando a cansar...
Será que vale a pena passar por isso tudo?
novas sensações...
Há tempos nossas vozes não são ouvidas...
surpresa no retorno... como sempre, voltas quando já desisto de esperar...
reinicia o filme: encontros combinados, saudades pronunciadas, conversas e risos...
Meu coração aliviado...
Desligo o telefone... minha boca com um sorriso... um sorriso em meu coração...
Demorou, eu sei! Mas valeu a pena, como sempre, não sei porque, foi bom esperá-lo.
Vivo que nem borboleta, pousando sob flores encantadas, sob algumas bocas aguadas, até achar o néctar do meu Deus.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Esse fim de semana tentei me imaginar casada e vi ao redor de minha vida rodrigueana casos que me surpreenderam...
Me ver dentro de um futuro que não planejei, mas que planejam comigo, me fez pensar qual caminho quero seguir...
Propostas, pedidos, tentativas de conquistar a minha confiança perdida...
Casamento... Viver numa cidade pacata, ser dona de casa com uma "pequena" possibilidade de independência mas uma "grande" possibilidade de felicidade, marido bonito, rico e gostoso, filhos, casa e olhos a me vigiar...
Mas e os meus estudos? minha graduação, mestrado, doutorado e tudo o que planejei?
Ser sustentada pelo marido? Casa, comida (pra fazer) e roupa (pra lavar) ... ... Não foi bem isso que planejei pra mim e muito menos com uma pessoa como ele, na qual não confio, temos até uma história mas nosso tempo passou, essa história acabou...
Se ainda nos relacionamos é por puro desejo e não sentimento...
É bom parar de buscá-lo, de enganá-lo, de Me enganar achando que posso ser dele como já fui um dia e que agora ele é meu como nunca tinha sido...
Seria bom se o mundo não desse tantas voltas e se o passado não insistisse em voltar...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Até que enfim Ele leu meu texto... aquele primeiro que coloquei aqui...
Eu estava numa expectativa absurda a espera de sua resposta...
Demorou tanto, mas veio, como sempre, depois de séculos de esquecimento, quando eu já penso que já não vem mais...
Delicado, sensível, lindo...
Seus adjetivos para mim... Mas o que mais gostei foi quando Ele disse que era a Nossa cara...
A gente tem uma Cara?
Nãos sei... Mas gostei tanto desse "nossa" que me vi várias vezes ao dia , como agora quando escrevo, rindo pelo fato de nunca ter esperado a presença de um pronome tão significativo num texto Dele para mim...
Sempre teve o EU, o TU, MINHA, MEU, TUA, mas o NOSSA nunca...
Qual é a NOSSA cara?
Faz algum tempo que não choro...
Tempos que não choro sozinha...
A última vez na mesa do bar, ao lado de uma amiga, curando a dor de um amor inexistente...
Às vezes penso em mim ou pelo menos tento pensar, conversar comigo mesma, me ad-mirar... mas sempre tem tanta gente por perto, um vai e vem constante de pessoas, pedidos, família...
Os problemas se acumulam e tudo fica guardado aqui dentro...
Enquanto consolo os outros, busco um ombro que acolha minhas lágrimas, mas é tão difícil...
No último encontro- último não! O mais recente- Ele disse que seria o Meu cão das lágrimas, que lamberia cada gota que saísse dos meus olhos tristes... gotas doces...
Porque Ele faz isso?
Porque me deixar mais cega?
Já não consigo enxergar nada além Dele...

" Exclusividade "

Ele não é meu, mas dói vê-lo com outra...
Eu sou dele e tenho outros que Ele não vê...
Desde quando exclusividade é bom?
É um conceito tão dependente de definição...
Meu surto possessivo passou, pelo menos por enquanto...
De tanto excogitar prometi a mim mesma deixar de ser curiosa, bisbilhoteira da vida deles, dela...
Até agora tô conseguindo, mas até quando?
Nas últimas semana pensei Nele todos os dias; procurei insistentemente por sua presença; joguei-lhe a chave que Ele tanto pedia e ...
Novamente: Cadê Ele?
Pra variar: Sumiu!!!
Com certeza Ele faz isso de propósito, só pode, mas mesmo assim continuo a procurá-lo...
Meu conflito agonístico se resume a Ele/minha liberdade e a mim/meu destino...
Como alguém pode ser assim?
Esquecido como Ele?
Insistente como eu?