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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

DATA E DEDICATÓRIA

Teus poemas, não os dates nunca... Um poema
Não pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...

(Mário Quintana)

Esse poema é lindo.
Me fez apagar as datas de meus textos na intenção de que sejam eternos em minha memória .
As datas já as tirei , falta agora por as dedicatórias... mas essas não são de todo preciso, os que me lêem/conhecem sabem sobre quem escrevo.
Vou ,aos poucos, treinando e quem sabe surge em mim a coragem e a transparência de dedicar os meus textos como fez uma (des)conhecida que expôs todos os seus sentimentos anexos.

1 Na sua opnião...:

Gisa Leão disse...

não... pra mim as datas são impoetantissimas, não posso negá-las!
sei lá, é a energia daquele dia, que não mais voltará... vai saber!