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sábado, 18 de julho de 2009

Acabou

Sinto, que aos poucos, vou morrendo pelo seu desprezo.
Cadê o amor que você tinha por mim?
Onde foi parar o carinho desejoso de outro dia?
Revejo meus álbuns e todas as nossas fotos exalam felicidades esquecidas.
Hoje nossos sorrisos não são os mesmos;
Hoje o seu beijo não é espontâneo;
Hoje eu fico aqui, à espera de que tudo volte ao normal.
Espero... espero... espero e cansa o fardo de um relacionamento desgastado.
O seu amor desbotou e vai progressivamente apagando o meu.
O meu amor que é tão forte e sincero, tão puro e fiel.
O meu amor que é a maior amor de todos os amores.
O meu amor obsessivo, perfeccionista e capitalista, que tanto tentei torná-lo anarquista, mas que tudo foi em vão.
Agora choro em meu quarto para que não vejam meus olhos inchados e o vexame que é te amar.
Agora guardo todas as nossas cartas em uma caixa cinza lacrado com uma fita vermelha.
Agora reafirmo que amar é sofrer e que preciso urgentemente de esparadrapos em meu coração.



penso em amigas e em tudo o que elas estão vivendo.
Qual a graça de amar se todos os anos de alegria são devastados por insondáveis momentos de dor?
Calma, vai passar.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Os últimos meses estão difíceis.
De repente todo mundo tá sofrendo por amor... tá sendo contagioso.
Aqueles relacionamento fortes e estáveis viram pó e deixam apenas lágrimas nos olhos das minhas amigas.
Cada uma, do seu jeito, sofre o fato de não ser mais amada.
Como é que se diz EU TE AMO?
Hoje essa frase não existe na minha realidade.
Cansa amar à distância e talvez realmente esteja na hora de fundarmos o nosso cuble, de parar de buscar a perfeição, de não viver de expectativas e voltar àquela vida de uma tempo atrás.
Os EU TE AMO que me deram nunca saíram das bocas que eu esperava, sempre vieram de outros que não foram importantes para mim.
Eu nunca disse EU TE AMO.
Ainda bem, porque se tivesse dito, hoje a dor seria maior, afinal, como diz Nelson, bobo é aquele ama sem esparadrapos e os meus eu tento colocá-los na minha boca.
Porque é que eu tô chorando?
Cheguei em casa e o meu bonsai tava murcho.
Seco como eu.
As lágrimas vão saindo e cada vez mais o meu solo fica árido.
Tudo o que eu fiz foi ignorado e agora me sinto rejeitada e mal usada.
Queria despejar minha raiva nele,
Queria somente que ele soubesse o que eu sentia nesse infeliz fim de semana.
Queria um beijo e uma noite de amor, talvez duas ou três também...
Não era pra doer, mas tá doendo muito e aquilo que eu chamo de resquício parece maior agora.
Tudo de novo e não sei se aguento mais.
ele também sofre - orgulho - à base de água mineral
Eu tô sufocando meu sofrimento, nem sei mais o que é orgulho e aprendi a tomar cerveja direitinho.
Tô boa? ... muito ... pelo menos tô tentando...
Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance por um homem que não é homem pra me assumir, que diz que me quer mas que ignora a porcaria de um presente que comprei pra agradá-lo.
A / GRA / DAR
Fiz de tudo pra te agradar e só levei tapa na cara.
Afinal não é à toa que me auto-defino ( e também me definem ) de rodrigueana.
Mas tudo cansa e meu coração tá tão pesado que não suporto mais as dúvidas.
Cada um que venha e me diga algo diferente, mas eu só queria ouvir um SIM ou um NÃO dele, afinal ele é tão objetivo que essas são as melhores respostas para combinar com o OK vazio do outro dia.
Maus olhos já secaram, enchi meu bonsai de água e fico aqui, deitada na cama, escrevendo besteira.
Desisto.
Eu preciso acabar com esses amores do passado que insistem em ser presentes mesmo estando ausentes.
Jogo a toalha, o amor e o capricho no lixo.
Não tá dando muito certo ir pra esses shows de forró.
As musicas dão uma dor de cotovelo e quando estão misturadas com cerveja não resultam em algo muito legal.
O show de Arreio de Ouro foi lindo, mas eita bando de musiquinha infeliz...
Olhávamos uns aos outros e pedíamos SOCORRO!!!!
- Por favor tira esse cara daí!
- Pára de cantar isso!!!
- O que foi que ele disse pra eu chorar assim?
- Porque é que ele não me ama?
- Eu quero a saideira...
- Que mico.
- Que vergonha!!!
Que vergonha não sermos amadas como merecemos ser, por quem queremos que nos ame, mas ultimamente só nos ignora.
- Cadê os homens dessa cidade?
- Cadê o homem da minha vida?
- Ele nem agradece o presente.
- Deixa isso pra lá.
- Ele nem agradece o meu amor caprichoso.
- Põe um ponto.
. . .
Não são reticências, são vários pontos finais reforçados.

(11/07/2009)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Definitivamente eu não valho nada!!!
a certeza de agora passa a ser a dúvida de daqui a pouco e mais tarde ela é tão relativa que nem levo mais a sério tudo o que eu disse.
tô brincando muito com essa história de ser metamorfose ambulante e acabo como Alice, cheia de caminhos que dão em vários lugares mas que nenhuma lugar é o que eu realmente procuro.
Ai Hamlet!!!
eu quero ter o que eu mereço, mas a questão do ser ou não ser eu mesma acaba contradizendo o que eu sou e sei que só chego a ser o que sou pelas minhas decisões.
É isso?!?!
Sei lá. Deve ser...
mas é que a objetividade de OK é tão subjetiva pra mim que não sei o que pensar sobre as atitudes dos outros.
Sei que quero férias de Jaspers, que vou guardar Drummond (pelo menos até ele voltar) e que nem pensar em ler romances melosos.
Também quero coisas gostosas...
A torta de limão do CEFET, um banho de mar, um abraço de saudade de algum amigo que encontro por acaso na rua, um dia frio + uma cama + ele com aquele cheiro de Portinari que se mistura em meu suor.
Quero fugir de uns e ir pra outros...
Quero tomar decisões, ficar quieta, ouvir música e sorrir.
Beijei outra boca que não era a tua.
Senti um corpo que não era o teu...
e me vi assim, repleta de tua ausência.

(24/06/09)

domingo, 28 de junho de 2009

HAMLET




Só uma coisa a dizer: LINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 21 de junho de 2009

Ódio?






Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo d’outra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena...


Florbela Espanca


Oi Querida, pra você que ler Florbela aos pouquinhos,quando li esse me lembrei de teu olhar marmorizado e não resisti... tive que colocá-lo aqui para que você leia-o caso isso ainda não tenha acontecido.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Faço ou não faço?

Eu te amo
Eu te quero
Eu confio
Eu não sei
Te respeito
Te desejo
Que que eu faço?
Te conheço
Te descubro
Me culpo
Me satisfaço
Te perco ou
Te ganho
O que é que eu faço?
Nas minhas mãos
Nos meus sonhos
Lá em casa
Lá no carro
Permitido e
Proibido
Ainda não sei o que eu faço!
Faço amor ou
Faço sexo
Desconhece
Um segredo
A rotina
A aventura
A certeza e
O medo...
De trair
De aceitar
De não saber e
De gostar
De viver e
Não viver
De ficar
De partir
De chorar
De sorrir
Ou o contrário?
Tá confuso né?!
É eu sei.
Mas é que ainda não sei o que eu faço...


Para uma garota rodrigueana como eu, só que muito mais confusa e medrosa.
Liberte-se de uma culpa que não existe ou então culpe-se por um "sonho" que foi real.
Meus ouvidos , ombros e conselhos estarão sempre aqui.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ao meu Mefistófeles

Entrego a você a minha alma.
Não sei se vale muito, sou apenas um Ser feito de ilusões.
Mas tá aqui.
Lanço aos teus olhos meus medos, segredos e os sentimentos que tento esconder de você.
Sou teu Fausto desde o primeiro beijo, continuei sendo-o depois de todas as ausências e insisto em sê-lo por conta desse amor condicional que me sufoca.
Torno-me tua escrava para que me faças sofrer e delirar nas sensações de sua escassa presença, pois é a tua liberdade que me prende, é a falta de tua voz que me machuca e é o calor de teu abraço que me rende.
Entrego a você a minha alma e em troca quero apenas uma eternidade de amor.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ama-me

Quero abstrair-me toda em teu corpo como num poema de Verlaine.
"Mas chega o outono: amemos!
Um no outro, à vontade, sejamos mais que brasa pois o inverno já vem, os dois de corpo e alma, sejamos mais que flama, sejamos mais que carne!"

Na voluptuosidade de nosso desejo, ama-me e mata-me pela voracidade de tua boca, entrelaça-se em minhas pernas para que façamos uma farra escandalosa.
Lençóis úmidos
Corpos suados
É isso mesmo!
Ama-me então, melhor que a toda essa cambada de outras que desconheço.

Ama-me apenas, pois te amo totalmente e então
repousa sobre mim para que se encerre em meu corpo todo o perfume do teu.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lembranças

Pequenas lembranças me tomam de vez em quando.
Lembro de quando eu era pequena e encontrava bonecos nas nuvens;
de quando eu era mocinha e me apaixonei pelo menino de olhos azuis;
e também da primeira vez em que recebi uma carta pelo correio com o meu nome - o Meu nome mesmo - escrito no verso do envelope.
E o primeiro salto alto, nossa! Mal conseguia me equilibrar naquele capricho feminino.
E aquele dia no zoológico em que andei num elefante... faz tanto tempo que nem me lembrava mais.
Os flashes vêm vindo e as lembranças, que eram pequenas, tornam-se gigantescas:
O primeiro beijo com o gosto do inesperado; uma amizade de verdade; um paixão por engano; saudades maternas e uma história de amor na minha vida.
Sorrisos e lágrimas envolvem momentos que nem sempre voltam à minha lembrança.
Queria reencontrar algumas coisas que perdi em meu passado.
Será que aqueles olhos azuis ainda são indiferentes?
E o elefante era mesmo de verdade? Era sim! Eu lembro, ele se mechia.
Queria novamente aquela festa surpresa, que nem foi de surpresa, mas da qual saímos todos melados de bolo.
Queria sentir novamente a sensação daquele beijo na chuva... foi tão cinematográfico.
Queria de volta o meu gatinho, tão fofo o bichano. Adorava conversar com ele quando não tinha o que fazer.
E aquelas canetinhas coloridas com cheirinho de fruta que escreviam, no papel de carta decorado, declarações que nunca foram entregues.
E os amigos, que vejo nas fotos, mas dos quais não lembro os nomes. Como é que se pode esquecer o nome dos amigos? Se se esquece é porque no fundo não eram tão importantes assim.
Lembrar desses momentos me deixa nostálgica.
De repente dá aquela sensação de que to ficando velha e de que as coisas vão fugindo de minhas mãos como flores ao vento.