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quarta-feira, 4 de março de 2009

Volto a pensar nas máscaras que uso para me esconder do mundo e acabo vendo como meu papel machê é fraco e pouco para todas as minhas personagens.
Às vezes meus momentos de transparência passam sem que eu perceba e quando dou conta já estou ao estilo veneziano me divertindo com as emoções dos outros e também com as minhas.
Maqueio meu rosto e delineio meus olhos de preto afim de dar a impressão de ser outra mulher - mais forte, determinada e sensual - escondo minha insegurança dentro do Livro D'ele e vou transformando minha vida em fragmentos de peças rodrigueanas buscando sempre conflitos, prazeres e farsas.
Certas pessoas despertam em mim sentimentos tão avessos que me perco sem saber de fato o que sinto...
Desejo/ repugnância/ amor/ medo/ afeto/ solidão...
É tudo tão pulsante que minha única saída é viver na mistura louca dessas emoções e atuar improvisos do que sinto a cada instante.
Beijos - repulsas - carinho - ciúmes - descasos - saudades...
Não quero novas crises, não agora que estou (estava) tão bem comigo mesma. Não agora que tudo é mais claro, mais calmo e mais eu.

1 Na sua opnião...:

Gisa Leão disse...

Amiga, o que foi isso?
O receio do futuro ser igual ao passado e bem diferente do presente? É isso?

[explico melhor]
É o medo por saber que chegou a hora do pássaro sair da gaiola? De ganhar a liberdade para voar e se perder pelo mundo, se perder de você?




xêro minha Linda!