Que homem é esse que parece tão óbvio, mas se mostra tão complexo à minha psicologia barata.
Talvez seja um homem de fases...
Ora carinhoso, ora bruto...
Ora me ama, ora me despreza...
Sempre me olha, mas ora o olhar é de desejo, ora de reprovação.
Quem é você?
Não quero saber quem é você.
Eu apenas quero você.
Quero um abraço espontâneo, quero um beijo de verdade, quero um carinho singelo, quero um sorriso igual o que dás às tuas “amigas”.
Não preciso de sua palavra, não preciso de declarações, não preciso das convenções que dizem que precisamos.
Preciso apenas de teu corpo, de tuas mãos raramente ternas, de teus olhos que tanto amo, do teu sorriso de menino que surge quando falo minhas besteiras.
Esse amor mutante fere meu carinho e veste em mim uma máscara para fazer de conta que sou indiferente.
Apesar da sua arrogância, da sua prepotência, do seu machismo e da sua indiferença eu ainda te amo.
Mas novamente sinto a necessidade de me afastar.
Se não temos futuro, não adianta tentar.
Quem é você?
Apenas um homem, como muitos outros, que gosta de futebol, de carro e mulher.
Um homem que já amou, sofreu, brincou e aprendeu a viver se protegendo de novas cicatrizes.
Um homem tradicional, às vezes moralista, que planeja se casar com uma mulher bonita e meiga, que cuide da casa, lhe der filhos e não se incomode com as puladas de cerca.
Isso é você?
Não sei. Sei tão pouco, sei apenas o que me falam, sei apenas o que vejo, mas nem sempre as aparências correspondem.
Então quem sou eu?
Quem é você?
Para mim... Apenas para mim, sem opiniões alheias e fuxicos... Você sempre será o homem da minha vida e dessa cidade, um dia, restará somente à lembrança de nossos corpos fazendo amor por aquelas ruas escuras.
Palpitações
Há 9 anos

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