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sábado, 24 de outubro de 2009

Indiferença X Indiferença

Quer passar uma noite comigo?
Pode ser.
Uma noite inteira, sozinhos?
Talvez.
Um final de semana, que tal?
Não sei.
Eu to com saudades e você?
Tbm.
Me come!
Vou ver.
Hum... ok! Valeu!!!


Se antes era amor X indiferença, hoje é... ??? ...
Será que é isso que me falta? Será que é isso que eu amo?
Dou tanto... não só o corpo, mas também sentimentos... e em troca o que tenho?
Isso!
In-di-fe-ren-ça !!!
É... agora, de verdade, sinto uma necessidade gritante de voltar a não te amar.
Então vamos voltar a ser indiferença X indiferença.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quem é você?

Que homem é esse que parece tão óbvio, mas se mostra tão complexo à minha psicologia barata.
Talvez seja um homem de fases...
Ora carinhoso, ora bruto...
Ora me ama, ora me despreza...
Sempre me olha, mas ora o olhar é de desejo, ora de reprovação.
Quem é você?
Não quero saber quem é você.
Eu apenas quero você.
Quero um abraço espontâneo, quero um beijo de verdade, quero um carinho singelo, quero um sorriso igual o que dás às tuas “amigas”.
Não preciso de sua palavra, não preciso de declarações, não preciso das convenções que dizem que precisamos.
Preciso apenas de teu corpo, de tuas mãos raramente ternas, de teus olhos que tanto amo, do teu sorriso de menino que surge quando falo minhas besteiras.
Esse amor mutante fere meu carinho e veste em mim uma máscara para fazer de conta que sou indiferente.
Apesar da sua arrogância, da sua prepotência, do seu machismo e da sua indiferença eu ainda te amo.
Mas novamente sinto a necessidade de me afastar.
Se não temos futuro, não adianta tentar.
Quem é você?
Apenas um homem, como muitos outros, que gosta de futebol, de carro e mulher.
Um homem que já amou, sofreu, brincou e aprendeu a viver se protegendo de novas cicatrizes.
Um homem tradicional, às vezes moralista, que planeja se casar com uma mulher bonita e meiga, que cuide da casa, lhe der filhos e não se incomode com as puladas de cerca.
Isso é você?
Não sei. Sei tão pouco, sei apenas o que me falam, sei apenas o que vejo, mas nem sempre as aparências correspondem.
Então quem sou eu?
Quem é você?
Para mim... Apenas para mim, sem opiniões alheias e fuxicos... Você sempre será o homem da minha vida e dessa cidade, um dia, restará somente à lembrança de nossos corpos fazendo amor por aquelas ruas escuras.

Domingo


Almoço de família.
FA – MÍ – LIA
E eu estava lá.
Fazendo o que?
Não sei... Até sei, mas não “posso” assumir.
Ser convidada foi ótimo, estar lá foi péssimo, mas a cara de surpresa dele foi magnífica.
De repente : família.
No meio dos pais, avós, primos, com um sorriso no rosto e uma cara de pau inigualável, lá estava Eu.
O desconcerto do outro foi maior do que o meu e a sensação de que todos ali me aceitavam mais do que ele foi reconfortante.
Quem estava no bar? EU.
Quem estava no churrasco? EU.
Quem estava na festa? EU.
Quem estava se divertindo? EU.
E ele?
Lá... Longe.
Em outro bar, em casa dormindo, sem companhia para a festa e puto da vida comigo.
E nós como ficamos?
NADA.
Não o nada de sempre, mas um nada com certo ressentimento. Um nada cruel até certo ponto...
Os olhares não eram de “te quero”, mas de “o que é que você tá fazendo aqui?”
O que é que eu estava fazendo lá?
Boa pergunta!
Tentando me aproximar, agradar, ser doce (mesmo não parecendo)...
Buscando atenção, um abraço, um beijo, um “que bom que você ta aqui”...
Mas não consegui nada disso.
De certo modo fui mais além, consegui amigos, risos, tardes animadas, conversas, atenção, carinho.
Minha impulsividade quase sempre (porque sempre mesmo é mentira) me trouxe ele, mas dessa vez fiquei só. 
Às vezes invadir o terreno do outro é uma maneira de mostrar que estamos lá... mas, de verdade? Eu ainda queria ele e o fato de não tê-lo esse fim de semana por conta de algumas das minhas atitudes impulsivas me deixou mais carente e solitáia...
Ai!!! Preciso de férias de certos sentimentos.

PAISAGEM


Vejo ruínas... Ao lado delas uma senhora... Serão ruínas de seu passado?
Vejo árvores... Um caminho de folhas verdes... De repente um ipê roxo... Verdes... Agora um amarelo... Mas porque tantas folhas?
Vi o vento numa placa... Vi a placa de um vento... Placas às vezes indicam caminhos... Talvez seja o caminho de suspiros da terra que fazem meu cabelo esvoaçar...
Viajo sem a minha paciência, talvez ela tenha se perdido em algumas das gavetas que desarrumei para fazer uma mala.
Seco meu rosto molhado por lágrimas... Pingos de um sofrimento... Às vezes parece que é inútil fugir, mas confesso que as fugas ajudam...
Os desencantos clareiam certas vontades...
Porque essa tristeza?
Por achar que hoje não vale à pena rir, também não valha mais a pena ir e talvez nem tenha mais valor o ficar a te esperar.





quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Certo descaso

Silencio a minha dor em prol de um sorriso falso e um beijo carinhoso.


Meu telefone nunca toca e hoje tocou 6 vezes... Foram 6 momentos de profunda aflição até o instante de tirar o telefone da bolsa, olhar o visor e ver que não era ele.

Como sempre, por mais realista que eu seja, por mais acostumada que eu esteja, sempre caio na besteira de acreditar que ele vem de primeira.

Será que não percebo que são inúmeros desencontros para conseguir uma mísera tarde de amor que compensa toda a minha vida?

Pelo menos hoje doeu menos do que ontem, talvez porque meus sentimentos já estejam calejados com esse descaso que tanto me aprisiona.

Consolo

Que lágrimas são essas queridas?


Não adianta chorar pelo leite derramado, principalmente quando tu mesma derramaste.

Se ele se foi, deixa-o partir. Não adianta prendê-lo, pois teus braços já estão cansados e sem forças.

Vai, toma esse lenço.

Ta passando?

Vai passar, uma hora sempre passa, nem que seja por um instante.

Ei! Você é linda sabia?!

Diversos homens enfrentariam dragões e bruxas invejosas por você.

Então, deixe-o ir.

Vocês precisam. O ar está deveras carregado e seus perfumes apagam-se por conta dessa tempestade em um copo d’água que ambos insistem em fazer.

Pára, não chora.

Não lamente esses anos felizes, não diga que perdeu tempo e não ouse duvidar de suas lembranças.

Não. Não foi o amor que acabou, pelo contrário, é ele quem está aí a te fazer sofrer.

Mas as opiniões divergem, a amizade tirou férias e a confiança foi parar em algum canto que é desconhecido.

Não fique com raiva, também não é pra tanto.

Guarda em teu peito os melhores momentos, enxuga esses olhos e vive.

A única coisa que posso fazer por ti é dar-te a minha companhia, minhas palavras e meu carinho, assim como sempre fazes, também, por mim.




# Se às vezes falo verdades dolorosas é porque nossa sinceridade permite, mas de verdade acho que, por enquanto, já deu.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desvelo

Pega-me pela mão e leva-me a tua alcova, quando lá chegarmos arranca-me a roupa, joga-me na cama e beija-me na boca.
Não! Não precisas dizer nada, pois agora já não quero nada além do movimento de nossos corpos ritmicamente embalados pelo silêncio imemorável de nossos olhos que desistiram de falar.
Ai amor!
Estendida em teu leito está a minha carne dividida em sete pedaços de prazer que se integram em busca de uma satisfação antiga.
À meia-luz nossos pêlos se entrelaçam, cabelos, pálpebras...
e a dualidade de nossos seres se funde em uma única espécie de transcendência que se comunica através do ranger de nossos dentes que instigam o pulsar frenético de artérias e a explosão de gemidos que são sugados por nossas línguas dançantes.
Agora há apenas uma pele,
há apenas uma boca,
apenas um membro
e finalmente um único prazer, refinado e úmido após o canibalismo de uma saudade surreal.
Olho-te então e vejo, além de teus verdes olhos amáveis, o sentimento que tanta falta me faz.
Mas agora já não é preferível pensar.
Encosto minha cabeça em teu peito e sinto dolorosamente o aroma de nosso pecado.
A meia-luz vai progressivamente tornando-se inteira e a transcendência una se fragmenta completando esse eterno retorno a um mundo miseravelmente real.
Vestimo-nos, olhamo-nos e finalmente nossos olhares decidem falar.
Falam de despedidas, acenam um ao outro, com lenços ao vento que transportam os perfumes exalados dessas mãos almiscaradas de velhas solidões.

DUETO

Deitada vejo o acaso passando por meus olhos.
Se antes éramos sonhos, o que somos hoje então?
Porque não amas a mim? Tão imperfeita e vulgar? Tão doce e compreensiva?
Porque não amas essa carne miseravelmente servil ao teu toque?
Porque não amas estes cabelos inconstantes? Cacheados, vermelhos, lisos, louros, ondulados, negros, longos, sempre longos?
A cada hora que passa, lá vai minha vida também passando e vejo que no céu vem uma andorinha e atrás dela, novamente, já vem o verão e percebo, meio que do nada, que no mínimo sou duas.
Parte de mim é uma permissiva cortesã de teus lábios. Mulher de afirmativas, de olhos pintados e sorriso subversivo.
Outra parte é uma compreensiva amante de teu cheiro, que se subtrai por um olhar de desejo ou qualquer frase daquelas prontas para me aprisionar na obrigação de amá-lo numa monstruosa incoerência.
Mas para quê preciso de coerências se me impuseste tão forte amor e acabaste de me esquecer?
Para que preciso de coerências se no mínimo sou uma incoerente por vos amar?
Para quê preciso de coerências se elas em nada vão me ajudar?
Sei apenas que preciso de ti...
Com teus olhos capciosos e tua boca plurivalente,
Com tua submissão ditatorial e teus cabelos cacheados,
Com teu sarcasmo e teu carinho,
Com teu gosto e tua voz,
Sei que preciso apenas de vocês, que no mínimo, também são dois.

sábado, 26 de setembro de 2009

Cara nova!

Até que enfim o meu blog tá com a minha cara!
Não foi graças a mim, mas a minha amiga linda Gisa que me acordou no meio da noite e me deu esse presente.
Agora não tá mais azul, afinal ele tava por acaso.
Agora ele tá assim, do jeitinho que eu queria, do jeitinho que eu escrevo, deitada, na cama, pensando nas incoêrencias dos meus amores.
Agora ele tá mais eu do que nunca...
e com datas e sem o undefined insistente que tanto me incomodava.
Entre, acomode-se e deleite-se no meu novo cenário.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por causa de um pedido

Que intimidade é essa que surge de repente ultrapassando muralhas de nada?
Se antes havia infinitas convenções entre pessoas tão íntimas, hoje, não mais que de repente, agimos como "namorados", talvez.
Foi uma coisa tão boba, mas tão boba que muitos podem dizer que é uma situação normal entre amigos, mas não somos amigos. A última coisa que existe na nossa relação, se é que existe alguma coisa e se é que existe relação, é amizade.
Tudo isso pra mim é inesperado...
Foi surpresa, incoerência e falta de noção (dele claro), tudo de uma vez só.
Um simples pedido, que era pra ser um favor, beteu em mim como uma ordem: você pode comprar pra mim. Eu quero assim, assim e assado. O tamanho você sabe né?! O estilo daquele que eu gosto, mas confio no seu gosto. Desde já obrigado.
Pronto! Ponto. Hã?!?!???
Oi? Como assim????
É! Simples assim.
Mesmo depois de 5 anos somos estranhos, já disse isso em algum momento, mas essa intimidade dele para comigo mexeu com inúmeras concepções, interpretações ou sei lá o que que eu pensava de nós.
E desde quando existe nós?
Desde 5 anos atrás?
Desde a primeira vez que fizemos amor?
Desde a primeira vez que nos separamos?
Ou desde hoje?
Sei lá pow!!!!
Pára o mundo que eu quero descer, não tô entendendo mais nada... tá tudo meio assim... de cabeça pra baixo.
Passagem de ônibus para o interior - 11 reais.
Um cueca box preta - 20 reais.
Um presente de aniversário -  100 reais.
A minha cara de Amélia - Não tem preço!
Pois é.


Ah!!! E eu vou comprar o que ele me pediu, claro, óbvio e evidente, afinal, se Amélia que é mulher de verdade, viva as incoerências do amor!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Azul com demasia

Meus rabiscos estão demasiadamente azuis, não um azul celeste, como os dias de sol que começam a fazer, mas algo meio cinza, puxando para um esboço um tanto undefined/indefinido...
De repente sinto a necessidade de esquecê-lo. É como se agora viesse aquela oportunidade, aquela tão esperada oportunidade de me afastar dele.
Não lembro a última vez que nos falamos,
Não lembro a última vez que nos vimos,
Não lembro a última vez que nos amamos.
Como assim?
Como assim que minhas lembranças, como crianças medrosas, se escondem em armários sem me deixar pistas pra achá-las.
Tá tudo tão azul na minha vida que essa calmaria inescrutável destempera os meus dias fixando-os em obrigações acadêmicas.
Faz tempo que não ligo,
Faz tempo que não escrevo,
Faz tempo que não procuro...
e aquela ausência que enlouquecia meu coração passa a ser tão íntima que chega e se acomoda em algum cantinho de mim sem fazer grandes alardes passionais.
Escrevo e penso se há alguém que possa me dar o que ele me dá, ou não dá, sei lá depende do que eu quero. Mas na verdade, mesmo, nem sei o que quero, só sei que ele é fundamental.
Fundamental como?
Fundamental assim, meio wave, um amor inexplicável, feito de detalhes.
Se penso só no conjunto penso logo como é que amo esse cara?
Mas o todo despedaçado me fascina...
O cheiro, o cabelo, o beijo, os olhos...
A barba, a boca, a voz, as palavras...
Todos os detalhes, todas as partes desse homem são demasiadamente perfeitas para mim.
Então, como tirá-lo da minha vida?
É que a ausência tá tão ausente que involuntariamente se torna vazio.
Droga!!!
Eu não quero parar de te amar asim, de repente, andando no meio da rua e deixando o meu amor perdido em qualquer calçada suja.
Não quero um amor triste, não acredito num fim sem despedidas, não consigo entender o teu descaço.
Tento esquecer que te amo, mas sei que não posso.
Tento não dizer que te amo, mas meus esparadrapos estão caindo.
Tento, tento, tento
e vou vivendo assim, de tentativas e tentações, fazendo de meus dias azuis parte de minha vida "colorida",
e vou vivendo assim, em peças rodrigueanas de papéis escondidos que fogem de felicidades platônicas,
e vou vivendo assim . . . . . . . . . . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . . . sem você.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Novamente saudade

Vários momentos de minha vida são marcados por ausências que insistem em não se apagar.
Não adianta tentar colorir com lápis de cor, se me faltam as cores que são primárias à minha felicidade.
A tentativa de preencher o vazio é irrelevante perto da lembrança de certos olhos.
O vento passa e traz preso em si o perfume de uma pele amada...
O silêncio ecoa o riso que é recordado com ternura...
Mas de repente surge, novamente, um sentimento de falta que provoca medo.
Acabou?
Olho-o e vejo-o tão longe.
Sinto que não possuo mais a certeza de que vou viver a sua espera.
Esse silêncio cinza atordoa o meu amor... 
Cadê nossas vozes que não se entrelaçam?
Onde foram nossos corpos que transpiravam juntos?
Acabou?
Não! Não pode acabar...
Ainda há beijos a serem dados. Tenho tantos guardados em meus lábios.
Ainda há amor para ser feito. Meu corpo está repleto de um amor insaciável.
Ainda há poemas a serem escritos. Pela minha e pela tua mão, juntas.
Acabou?
Não. Por favor, diz que não!
Amo-te tanto meu amado que não consigo imaginar a minha vida sem a presença de tua ausência, sem a espera de um encontro, sem a possível sexta onde possámos matar a vontade de meu corpo no prazer do teu.
Acabou?
Não! Ainda não.
Pois apesar da distância, do tempo e da saudade sei que apenas começou.